quarta-feira, 1 de abril de 2009

VI EM UM SITE DE CANIL SUGESTÕES DE NOMES PARA CÃES E GATOS E RESOLVI POSTAR PARA TODOS VCS.

A
Aimê, Aika, Aisha, Angra, Anuska, Angel, Aretha, Anita, Amis, Afrodite, Astrid, Aghata, Astra, Alfa, Ava
Aladim, Amim, Alaor, Ariel, Alibaba, Abdias, Abdu, Albino, Albert, Al-Kapone, Atus, Acxel, Apolo, Astor, Alfy, Argus

B
Bella, Branca, Balu, Babí, Brigitty, Brunê, Belle, Biscuit, Barbie, Buba, Banny, Blande, Bilu, Babaloo, Breda, Bisteka, Blanca, Biba, Blanche, BELINHA
Bonnie, Baby, Bedê, Barão, Billy, Brian, Bibo, Bamby, Benjy, Baruk, Bob, Branco, Bambam, Bingo, Brad, Bruck, Bandith, Bruce, Boris, Barney, Batata, Bartô, Badok, Bryan, Bill, Banzé, Batman, Bethoven, Brugel, BUÍU, BARACK

C
Cinsy, Cocada, Capitu, Cleo, Cherry, Cleopatra, Ceci, Cissa, Chica, Catita, Cristal, Cher, Carlotty, Chanel, Chana, Crika, Coca
Cafú, Chuck, Champ, Choquito, Cacau, Cob, Cheff, Conan, Chico, Caco, Chip, Chacal, Choop, Chuvisco, Chapinha, Catatal

D
Danna, Dara, Dinda, Dolly, Dandara, Danka, Dina, Dominique, Donna, Doroty, Doty, Drica, Daphne, Dunka, Debbie, Dandam, Dayanna
Dida, Dutty, Demis, Dark, Dimmy, Dengo, Duque, Dog, Didi, Dino, Dartanham, Dunco, Duny, Dumbo, Debby, Draco, Donand

E
Evita, Emily, Ebanni, Ellen, Emma, Escarlet, Estrela, Eva
Eddie, Einstein, Elvis, Eloy, Ebonny, Edipo, Elliot, Eloy, Endy, Eros, Eskipper, Escalibu

F
Fada, Frida, Flôr, Fanny, Flora, Filó, Fafá, Folvy, Face, Fanny, Faruska, Fayga, Felicia, Fefê, Flay, Fifi
Fricotty, Fanto, Fenix, Félix, Falco, Freeway, Fliper, Flocky, Fiel, Foster, Fluck, Faruck, Farao, Flamel, Frajola, Faísca, Fiapo, Filé, Falcão

G
Grace, Gretta, Gin, Gracie, Gaby, Gimy, Gigi, Genifer, Geny, Glenda, Gessy, Giuli
Gutty, Galak, Galant, Gil, Guga, Gino, Gaspar, Gringo, Greg, Goofy, Garfiels, Godsila, Godsuque, Gruger, Garibald, Golias, GEORGE

H
Hanna, Hivy, Hera, Hadija, Henna, Hiaxa, Hariet, Hicha, Heloy, Himy
Happy, Honey, Hulk, Half, Hittler, Habbyt, Hercules, Hallowen, Hannoy, Hilly, Hippie, Holf, Hobby, Hollyfield, Hastor, Heman

I
Indy, Ivy, Isnif, Isa, Iamor, Ianca, Ianna, Iasha, Iasmim, Iuly, Ibiza, Ilka, Inara, Indira, India, Iohana, Issa
Ica, Islin, Iggui, Ian, Ianke, Icarus, Ick, ndio, Inhoque, Ioshi, Iron, Isaboo, Iank

J
Jully, Juma, Jessie, Jade, Jollie, Juliet, Julieta, Joca, Joia, Jujuba, Juba, Jawa, Jackie, Jana, Jasmin, Jainny
Jeck, Jonny, Joy, John, Jô, Juca, Jimmy, Jerry, Jocob, James, Jaguar, Jacques, Jabah, Jeremias, Junhinhor

K
Kimmy, Kissy, Kika, Kate, Katucha, Kaimã, Kallú, Keity, Kattita, Kassy, Kaiana, Kaicka
Kiko, Kevin, Kim, Kakau, Kabuki, Kako, Kacique, Kain, Kaique, Kalifa, Kandy, Kauê

L
Laila, Laika, Lolly, Lully, Leide, Lessy, Lolita, Lua, Luma, Lilika, Lana,LILA
Loopy, Luke, Lyon, Logan, Leco, Luigi

M
Meggue, Miucha, Melody, Mabel, Molly, Minie, Margô, Mel, Mimosa,MAYA
MARLEY, Maquila, Max, Mozart, Mickey, Maike, Maradona, Milly

N
Negrita, Neve, Nany, Nina, Nikita
Nero, Nick, Niquito

O
Ônix
Ozzy, Ozz, Oliver, Orion, OBAMA

P
Penelope, Petty, Paquita, Pipa, Pitucha, Pituka, Pérola, Pandora, Pietra
Pateta, Pepeu, Petuti, Paçoca, Pluto, Pimpolho, Paquito, Puff, Pompom, Piter, Pitoco, Panda, Prince, Pirata, PINGO

Q
Quiche, Queca, Quuen, Quenie, Quiara, Quica, Quimy, Quim
Quique, Quebec, Quevin, Quibe, Quico, Quick, Quindim, Quizar, Quincas

R
Ranna, Rabbyba, Rabel, Rapha, Rannel, Rubi, Ruanita, Rubra, Rania, Rayana
Roque, Rolf, Ringo, Russo, Ralph, Raí, Rei, Rin-tin-tin, Ramom, Rambom Rachid, Rick, Rabicó, RALF

S
Shell, Sammy, Sheron, Sasha, Scarlet, Shana, Sniff, Sula, Sandy, Summer, Sarita, Susy, Shitara, Safira, SULA, SOFHI
Said, Saimon, Sadan, Stallone, Scoot, Scooby, Skip, Sting, Sebastian, Spot, Sherlock, Skipper, Spike, SQUICKER

T
Tiuris, Tigresa, Tiara, Tábata, Thammy, Tika, Toti, Tracy, Tchutchuca, Tifany, Tieta
Tutty, Toby, Tico, Teco, Tobias, Tunico, Tinho, Tucho, Tim, Toco, Tande, Tayson, Tupan, Tedy, TCHUTCHUCO, TCHUTCHUCÃO,

U
Ully, Ursula, Uylla, Uana
Urso, Uguy, Uendy

V
Vickie, Vida, Vimmy, Vivi, Vanny, Vivara, Vivi, Valentina, Valery, Val
Vicky, Valmon, Viola, Valdy, Vicent, Vandame, Vênus, Valente, Vampi, Vampeta, Valentim, Valdy

X
Xana, Xitara, Xayanna, Xeretta, Xena, Xuxa, Xica, Xita, Xiara
Xandy, Xico, Xarope, Xexeu, Xuxo, Xodó, Xingú, Xaropinho, Ximbira

Z
Zulia, Zelda, Zara, Zulu, Zafira, Zazá, Zaira
Zimba, Zen, Zico, Zig, Zorro, Zulu, Zeus, Zigguy, Zezo, Zé, Zacarias, Zambelê, Zeus, Zappy

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domingo, 29 de março de 2009

CONHEÇA TUDO SOBRE LABRADOR

OI HOJE VISITEI UM SITE, DO QUAL ACHO Q VCS PODEM ENCONTRAR MUITAS INFORMAÇÕES SOBRE ESTÁ RAÇA, ENTÃO RESOLVIR COLOCAR O LINK A DISPOSIÇÃO PARA PODEREM CONHECER SOBRE RETRIEVER LABRADOR ESSA RAÇA ENCANTADORA QUE FICOU CONHECIDA PELO FILME E LIVRO MARLEY E EU http://www.blacklab.com.br/SAUDEALL.htm VISITEM E COMPROVE.

quinta-feira, 12 de março de 2009

VISITE O ORKUT DO PET SHOP TCHUTCHUCÂO

VISITE O ORKUT DO PET SHOP TCHUTCHUCÃO E DEIXE SUAS DÚVIDAS NA PÁGINA DE RECADOS E O VETERINÁRIO RESPONDERÁ!!!

COMO CRIAR UMA CHINCHILA

CONHECENDO SUA CHINCHILA

A chinchila, originária dos Andes, é um animalzinho exótico atualmente criado em cativeiro cujas matrizes são importadas dos EUA, Canadá, Alemanha e Espanha. A sua pele, a mais valiosa do mundo, tornou-se objeto de um importante comércio podendo um casaco atingir a cotação de US$100.000. Dócil e delicada, a Chinchila é um excelente companheiro de estimação tanto para crianças quanto para jovens e adultos. Come apenas 1Kg de ração por mês e seu fino pêlo (de 80 a 100 em um folículo) não deixa que as pulgas ou outros insetos penetrem e se criem. A chinchila tem hábitos noturnos, expectativa de vida média de quinze anos e não precisa ser vacinada, nem mesmo de qualquer tipo de cuidado especial senão do carinho e da dedicação do seu dono.

COMO CUIDAR
A Chinchila deve ser criada em gaiola de arame forrada com cepilho Fofy (trocar uma vez por semana); onde pode ficar até quatro dias sozinha quando seus donos viajarem. Deixe dentro da gaiola o Chimbolacha para ela roer e desgastar seus dentinhos. Na banheira própria coloque três a cinco colheres de sopa de Chilapó (NÃO COLOQUE ÁGUA), e deixe-a espojar cerca de cinco minutos, uma ou várias vezes ao dia.

- ALIMENTAÇÃO DIÁRIA: - Uma colher de sopa de ração Flocus uma vez por dia (nunca a alimente com ração para coelho, hamister ou outros animais, tão pouco com ração a granel devido à procedência duvidosa); água fresca à vontade; um cubo de alfafa Alfachila por dia que além de nutritiva evita a prisão de ventre, e até três uvas passas por dia (muito importante para ganhar a sua simpatia e evitar a prisão de ventre). Aproveite para fornecer-lhe quando estiver no colo.

- ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR OPCIONAL: - Uma folha de almeirão ou raditi, sem agrotóxico e não molhada, de duas a três vezes por semana (excesso pode causar diarréia); cereais secos como arroz integral cru, gérmen de trigo, milho, Sucrilhos sem açúcar, etc., no máximo uma vez por semana apenas um desse itens (excesso pode causar prisão de ventre); maçã uma vez por semana, um pedaço pequeno.
É MUITO IMPORTANTE não dar alimentos em excesso ou que não constem neste manual principalmente cenoura, chocolate, biscoitos, doces, capins, amendoim, nozes, semente de girassol e frutas (com exceção da maçã).

O QUE FAZER EM CASO DE:

- HIPERTERMIA ou ESTRESSE CALÓRICO - Chinchilas são animais de clima frio. Temperaturas ambientais entre 25 e 30 oC podem causar desmaios e até a morte do animal. Ligue um ventilador próximo à gaiola quando a temperatura passar de 25 °C e use a placa resfriadora. Em casos mais sérios, molhe-a embaixo da torneira e consulte o médico veterinário imediatamente. Esses casos são comuns em viagens prolongadas (ligue o ar condicionado do carro ou coloque a chinchila dentro de uma caixa junto com gelo embalado). NÃO A EXPONHA AO SOL, AO CALOR EXCESSIVO, VENTO FORTE OU CHUVA.
- RESFRIADO – (espirros e coriza) Ministrar ½ ASS infantil para adulto e 1/3 para filhote de 8 em e horas.
- DIARRÉIA - Fezes líquidas ou pastosas: Suspender a alimentação e dar bastante líquido (água fresca ou soro reidratante) e pão queimado no fogo.
- PRISÃO DE VENTRE - Dificuldade ao defecar ou sinal de odor abdominal. Condição séria que se persistir por períodos prolongados ou se tornar repetitivo pode levar à morte do animal. Quando as fezes estiverem com a metade do tamanho natural ou muito duras, fornecer 2 ou 3 uvas passas ou uma ameixa seca. Se não resolver forneça ½ conta gotas de óleo Nujol ou de oliva 3 vezes ao dia. Também pode ser dado Yakult até resolver problema. Se nenhum desses métodos funcionar em 24 horas, consulte nosso veterinário.
ESPIRROS e TOSSE - Podem ser causados por agentes infecciosos ou aspiração de corpos estranhos: observar a freqüência e gravidade da situação, muitas vezes os espirros podem ser causados por pequenas partículas de poeira e não persistem por muito tempo. 


E QUALQUER DÚVIDA PROCURE UM VETERINÁRIO DE SUA CONFIANÇA.

CONTRATO DE ACASALAMENTO DE CÃES E GATOS ENTRE PESSOAS FÍSICAS

CONTRATO DE ACASALAMENTO DE CÃES ENTRE PESSOAS FISICAS

IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES CONTRATANTES



       CONTRATANTE: (Nome do Contratante), (Nacionalidade), (Estado Civil), (Profissão), Carteira de Identidade nº (xxx), C.P.F. nº (xxx), residente e domiciliado na Rua (xxx), nº (xxx), bairro (xxx), Cep (xxx), Cidade (xxx), no Estado (xxx)
              
       CONTRATADO: (Nome do Contratado), (Nacionalidade), (Estado Civil), (Profissão), Carteira de Identidade nº (xxx), C.P.F. nº (xxx), residente e domiciliado na Rua (xxx), nº (xxx), bairro (xxx), Cep (xxx), Cidade (xxx), no Estado (xxx).
              
       As partes acima identificadas têm, entre si, justo e acertado o presente Contrato de Acasalamento de Cães entre Pessoas Físicas, que se regerá pelas cláusulas seguintes e pelas condições descritas no presente.

DO OBJETO DO CONTRATO



       Cláusula 1ª. O presente instrumento tem como OBJETO, o acasalamento dos animais de propriedade das partes acima qualificadas.

       Parágrafo único. A parte denominada CONTRATADO é proprietária do PADREADOR (Nome da macho), da raça (xxx), com Pedigree, registro nº (xxx), com as seguintes características físicas que identificam o animal: (Descrever o animal); e o CONTRATANTE, proprietário da MATRIZ (Nome da fêmea), da raça (xxx), com Pedigree, registro nº (xxx), com as seguintes características físicas que personalizam a sua identificação: (Descrever o animal).

DO PAGAMENTO



       Cláusula 2ª. O CONTRATANTE pagará ao CONTRATADO pela cobertura do PADREADOR um filhote ou seu valor equivalente, hoje correspondente a R$ (xxx) (Valor expresso) caso a ninhada não tenha êxito.

       Parágrafo único. O valor a ser pago será R$ (xxx) (Valor Expresso), preço este o correspondente ao valor de mercado do filhote na data de assinatura do presente.

       Cláusula 3ª. O filhote dado como forma de pagamento deverá ser entregue ao CONTRATADO 45 (quarenta e cinco) dias após seu nascimento.

       Parágrafo único. O CONTRATADO será responsável por buscar o filhote dado como pagamento na residência do CONTRATANTE. Caso não o faça no prazo já estabelecido, fica o CONTRATANTE autorizado a vendê-lo.

       Cláusula 4ª. O pagamento em dinheiro, caso a ninhada não sobreviva, deverá ser feito 10 (dez) dias depois do nascimento.

DOS FILHOTES



       Cláusula 5ª. É obrigação do CONTRATANTE comunicar o nascimento da ninhada, bem como o estado de saúde dos filhotes ao CONTRATADO no prazo de (xxx) dias.

       Cláusula 6ª. O CONTRATADO deverá escolher o filhote em 15 (quinze) dias para que não comprometa a venda do restante da ninhada. Caso não escolha no prazo ora estabelecido, perderá este direito e receberá como pagamento o animal escolhido pelo CONTRATANTE.

       Parágrafo único. O filhote a ser pago ao CONTRATADO deverá estar no ato da entrega devidamente vermifugado e vacinado.

DA NÃO CONFIRMAÇÃO DA COBERTURA OU MORTE DOS FILHOTES



       Cláusula 7ª. Deverá ser comprovada o não êxito da ninhada através de laudos veterinários.

       Cláusula 8ª. Não desobriga o CONTRATANTE a pagar o valor estipulado acima ao CONTRATADO a morte dos filhotes resultante de caso fortuito ou força maior. Da mesma forma com a morte causada por negligência do CONTRATANTE.

DISPOSIÇÕES FINAIS



       Cláusula 9ª. O CONTRATADO se obriga a entregar ao CONTRATANTE exames expedidos pelo veterinário de sua confiança, comprovando que o seu animal não é portador de nenhuma doença que poderá afetar a saúde da MATRIZ.

       Cláusula 10ª. Da mesma forma, o CONTRATANTE se obriga também a fornecer documentos comprobatórios de que a MATRIZ não é portadora de nenhuma doença que poderá prejudicar a boa saúde do PADREADOR.

       Cláusula 11ª. O CONTRATANTE e o CONTRATADO se comprometem a deixar à disposição seus animais para que a parte interessada solicite exame de DNA para comprovação da paternidade ou maternidade.

       Cláusula 12ª. O registro dos filhotes em clube cinófilo se dará por conta do CONTRATANTE.

       Parágrafo único. Ambas as partes se comprometem a cumprir com todas as formalidades necessárias para que tal registro se confirme.

       Cláusula 13ª. É também responsabilidade do CONTRATANTE arcar com todas as despesas decorrentes da ninhada, tais como vacinação, vermifugação, alimentação e as primeiras visitas necessárias ao veterinário.

       Cláusula 14ª. O descumprimento do presente por qualquer das partes sujeitará ao descumpridor ao pagamento de multa equivalente a R$ (xxx) (Valor expresso).

DO FORO



       Cláusula 15ª. Para dirimir quaisquer controvérsias oriundas do CONTRATO, as partes elegem o foro da comarca de (xxx);


       Por estarem assim justos e contratados, firmam o presente instrumento, em duas vias de igual teor, juntamente com 2 (duas) testemunhas.


       (Local, data e ano).

       (Nome e assinatura do Representante legal do Contratante)

       (Nome e assinatura do Representante legal do Contratado)

       (Nome, CPF e assinatura da Testemunha 1)

       (Nome, CPF e assinatura da Testemunha 2)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Hipertensão e Diabetes mellitus em cães e gatos

Hipertensão e Diabetes mellitus em cães e gatos

Com o advento da domesticação dos animais e sua implicação com animais de companhia, muitas mudanças surgiram no manejo de cães e gatos. Nos primórdios da evolução estes animais caçavam para se manter, viviam livres na natureza, com nível de atividade acentuada, ingeriam alimento quando este estava disponível, tinham níveis fisiológicos de hormônios sexuais, além de fugirem frequentemente de seus predadores.
            Atualmente os pequenos animais vivem com seus proprietários, muitas vezes em apartamentos, sem acesso a exercícios, ingerem rações comerciais ou até mesmo dietas caseiras ricas em carboidratos, acompanhadas de petiscos e não raramente esta dieta é oferecida ad libitum (à vontade). Hoje em dia é comum submeter estes animais à esterilização, como forma de mantê-los mais calmos, o que diminui seu metabolismo pela ausência de hormônios sexuais. Todas estas alterações de manejo a que são submetidos os cães e gatos culminam com uma alteração importante: a obesidade. Surgem alterações como a hipertensão e a diabetes mellitus, que são caracterizadas por atingirem com maior freqüência animais idosos, mas atualmente têm acometido mais e mais animais jovens.
            É necessário que conheçamos estas patologias para que práticas mais efetivas de prevenção sejam instituídas, desta forma não se tendo acesso ao animal somente quando pouco se pode fazer em relação a tais doenças, que na maioria das vezes são incuráveis e podem levar os animais à morte.
            Para que a hipertensão e a diabetes mellitus em cães e gatos seja compreendida a fundo, inicialmente será estudada a fisiologia dos sistemas cardiovascular e pancreático endócrino. A fim de conferir uma adequada oxigenação e remoção de metabólitos teciduais, o sistema cardiovascular realiza importantes funções no organismo animal. Da mesma forma, com a função de manter uma completa comunicação entre as necessidades dos tecidos, o sistema endócrino produz e libera hormônios, que são os mensageiros celulares, conferindo harmonia entre todas as funções corporais.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

VACINAÇÃO DE CÃES E GATOS

1-Introdução

Antes de nascer, os fetos estão protegidos contra os patógenos por barreiras físicas, fisiológicas e imunológicas, dentro do ambiente estéril do útero da mãe. Ao nascer, são subitamente expostos a uma grande variedade de patógenos potencialmente invasivos, mas ainda estão de certa forma protegidos, através dos anticorpos que recebem da mãe pelo colostro, o que torna os neonatos imunocompetentes.

Conforme vão se desenvolvendo, os filhotes perdem esta imunidade neonatal, mas passam a produzir seus próprios anticorpos, de acordo com os antígenos com que entram em contato. É nesta hora que passa a ser importante o início do programa de vacinação.

É importante a administração correta destas vacinas, seu armazenamento e o manejo dos animais, pois não deve-se administrar vacinas em animais doentes, com vermes, mal alimentados, pois não irão surtir o efeito desejável, ou seja, não irão estimular o sistema imune do animal a produzir anticorpos. Outra observação importante é a não administração das vacinas em animais que estejam sob imunidade passiva, ou seja, que estejam em fase inicial de amamentação ou tenham recebido soro “anti” o microrganismo que está sendo administrado com a vacina, pois anularia o efeito desta.

2- Imunocompetência Neonatal

A placenta de cadelas é do tipo endoteliocorial, o que não permite grande transferência de anticorpos para o filhote. Através da placenta, o feto recebe apenas de 5 a 10% dos anticorpos necessários a sua imunocompetência. Com o nascimento, através do colostro, recebe os outros 90 a 95% dos anticorpos. Através da placenta, o filhote recebe IgG (é a única que consegue ultrapassar a barreira placentária), mas por estar em pouca quantidade, não fornece imunidade significativa. Através do colostro é que o filhote recebe imunoproteção verdadeira. O colostro é rico em IgG (são as imunoglobulinas de resposta secundária, ou seja, são os anticorpos específicos já formados contra certas doenças) e também possui pequena quantidade de IgA (imunoglobulinas de ação local, nas mucosas), macrófagos e linfócitos. O título de anticorpos da mãe será semelhante ao dos filhotes, pois o que ela tiver será transmitido.

Estes anticorpos recebidos pelo leite chegam ao intestino do filhote, onde são absorvidos e penetram no sistema circulatório. A IgG alcança níveis séricos máximos após 12 a 24h após o parto. Essa absorção intestinal está relacionada a receptores específicos, presentes na superfície das células epiteliais intestinais. Essa transferência (absorção) diminui à medida que estas células epiteliais vão sendo substituídas por outras que não possuem esses receptores. Com isso, o nível das moléculas de anticorpos provindas da mãe começa a declinar, através de processos catabólicos normais.
Geralmente, em condições normais, quando a taxa de anticorpos maternos começa a declinar, já começa a aumentar a taxa de anticorpos produzida pelo próprio filhote, ou seja, ele não chega a ficar imuno-incompetente.

Alguns fatores podem interferir no processo de imunocompetência do neonato:
Precocidade da mamada – as primeiras mamadas são as mais importantes, pois é quando o colostro está concentrado, repleto de imunoglobulinas. Se o filhote não mamar este colostro, não recebe uma boa quantidade de Igs e fica vulnerável.

Número de filhotes da ninhada – se forem muitos filhotes, alguns irão mamar menos colostro, ficando mais vulneráveis que os outros, enquanto outros irão ingerir mais colostro que o normal, adquirindo uma super-imunidade (ficarão imunes por um período mais prolongado).

Permeabilidade intestinal – a absorção dos anticorpos no intestino é muito importante. Alguma alteração intestinal que não permita essa absorção deixa o filhote vulnerável a ação dos patógenos.

Grau de contaminação por microrganismos – se o local onde os filhotes estiverem for de pouco asseio, pode ocorrer super-contaminação e os anticorpos não darão conta de proteger o filhote.

Os anticorpos da mãe produzem dois efeitos significativos: protegem o filhote contra patógenos (permitindo que o sistema imune do filhote alcance plena maturidade antes de se confrontar com patógenos invasores), mas também inibem o desenvolvimento das respostas imunes do próprio filhote, pois combatem os invasores antes mesmo de o sistema imune do filhote desenvolver suas próprias defesas (o nível de Igs no organismo é controlado por um mecanismo de feedback, no qual as células B não produzem mais anticorpos do que o necessário, ou seja, se há um número compatível com o normal de Igs circulantes, não há necessidade de produzir mais).

O período crítico para o filhote ocorre entre a 12ª e 15ª semanas de vida (em torno de três meses de idade), quando os títulos de anticorpos maternos estão muito reduzidos, mas o filhote ainda não está produzindo suas próprias Igs. Nesta fase, os anticorpos da mãe, ainda existentes, inutilizam os antígenos vacinais, impedindo a estimulação eficaz do seu próprio sistema imune. Ao mesmo tempo, não há anticorpos suficientes para proteger o filhote de uma infecção real. Por isso, nesta fase, diz-se que o filhote é susceptível a infecção e refratário à imunização.

3- Evolução das Vacinas
Características para que a vacina seja eficaz:
Segura – não pode induzir a doença ou causar a morte;
Protetora – deve proteger contra a doença, expondo o indivíduo ao patógeno (induzindo a formação de anticorpos);
Oferecer proteção sustentada – deve durar vários anos;
Induzir anticorpos neutralizantes – alguns patógenos infectam células que não podem ser substituídas (Ex: neurônios). Os anticorpos neutralizantes são essenciais para prevenir a infecção destas células;
Induzir células T protetoras – alguns patógenos (intracelulares) são atacados mais eficazmente com respostas mediadas por células;
Considerações práticas – baixo custo por dose, estabilidade biológica, facilidade de administração, poucos efeitos colaterais.

Existem vacinas inativadas e vacinas vivas atenuadas. Os vírus vivos (atenuados ou em bactérias vivas), induzem por si mesmos a resposta imune. Os vírus inativos precisam ser aplicados com adjuvantes, que auxiliam a produção da resposta imune As vacinas de vírus vivo são mais eficazes, pois conseguem anular a interferência dos anticorpos da mãe. Neste caso, não é necessária a revacinação. São as vacinas de dose única. Atualmente já dispomos de vacinas recombinantes, que utilizam uma tecnologia nova na produção de imunizantes.

As primeiras vacinas desenvolvidas foram as vacinas vivas, mas eram pouco seguras. A evolução surgiu com a criação das vacinas inativadas, mas que infelizmente não eram sempre eficazes para todas as doenças e muitas vezes precisavam de adjuvantes para ter suas respostas potencializadas. Depois vieram as vacinas vivas atenuadas, mais eficientes do que as primeiras, porém ainda com a possibilidade de reversão à virulência.

Finalmente descobriu-se a tecnologia recombinante, que soma a segurança das vacinas inativadas com a proteção das vacinas atenuadas. Para chegar a esta técnica, foi essencial o avanço das pesquisas genéticas. A vacina recombinante consegue eliminar os patógenos de alto risco das vacinas através da utilização de um “mensageiro vivo”, geralmente outro vírus totalmente seguro, do ponto de vista epidemiológico, para levar o estímulo protetor (os genes que determinam as estruturas antigênicas importantes). Dessa forma consegue-se desenvolver uma proteção igual ou ainda superior nos animais e com muito mais segurança.


4- Programa de vacinação
Para que uma vacina seja eficaz, é necessário que tenha passagens adequadas e massa antigênica adequada. No mercado encontramos vacinas individuais e associadas, com mais de um tipo de vírus na mesma vacina:
Raiva.
Parvovírus + coronavírus.
Cinomose + adenovírus tipo 2 (hepatite e laringotraqueíte) + parvovírus + coronavírus + parainfluenza + leptospirose (dois tipos – duas cepas): é a óctupla.
Adenovírus tipo 2 + parainfluenza + Bordetella bronchiseptica: dose única, uma vez ao ano.
Leptospirose
Tétano: mais usada em animais que convivem em ambiente rural.

O programa de vacinação em cães geralmente se inicia na 6ª ou 8ª semana de vida e é repetido com intervalos de 21 a 30 dias até o 4º mês de vida. Animais que são levados a exposições ou animais de canis devem iniciar o programa mais cedo, na 6ª semana (45 dias). O início precoce também deve ocorrer para filhotes que não mamaram colostro, filhotes de mãe não vacinada e filhotes que estão em ambiente contaminado.

A primeira dose de vacina em cães geralmente é dada com 60 dias, com exceção da anti-rábica que só é dada após 4 meses. Como não se sabe se o filhote respondeu a vacinação de forma adequada, por conta da inutilização dos antígenos vacinais pelos anticorpos da mãe, se faz necessária uma revacinação dos filhotes. Caso não se tenha vacinado o filhote antes deste completar 15 semanas de vida, não é necessário proceder a revacinação. Mas não se deve deixar o filhote sem ser vacinado.

A revacinação até os 4 meses de vida, com intervalos de 3 a 4 semanas, é importante para garantir que o filhote desenvolva imunização ativa, ou seja, que passe a produzir seus próprios anticorpos contra as doenças as quais foi exposto pelos antígenos vacinais. A primeira dose de vacina que o filhote recebe, produz uma baixa qualidade de resposta e é uma resposta de curta duração. Isso porque ainda possui os anticorpos da mãe, que inutiliza a maioria dos antígenos vacinais recebidos. Com a revacinação, o filhote vai produzindo respostas mais efetivas e se tornando imunizado contra as doenças à que está sendo vacinado.

Após a vacinação para cinomose, o filhote começa a liberar anticorpos com 4 a 8 dias. Contra parvovirose, a liberação de anticorpos se inicia após 6 a 9 dias da vacinação.

Em locais infestados por ratos, deve-se vacinar o animal contra leptospirose de 6 em 6 meses. Como na óctupla há antígeno vacinal de leptospirose, usa-se esta anualmente e com 6 meses vacina-se apenas contra leptospirose.

Alguns indivíduos apresentam reação vacinal. Está relacionada a sensibilidade individual e possui incidência de 0,001%. Geralmente os sintomas desaparecem em 24h. Os sintomas são: nódulos no local da aplicação (causado pelos adjuvantes das vacinas inativadas), erupções, febre, edema facial, vômito e diarréia. Faz-se tratamento de suporte, sintomático. Só se deve entrar com antitérmicos se a febre perdurar por mais de dois dias. Em casos muito raros pode ocorrer choque anafilático. Neste caso entra-se com adrenalina (0,5/1ml, IV ou IM). Se perdurar, usar (após 30 minutos) corticosteróide (prednisolona: 50 à 200mg, IV ou IM).

É necessário proceder o controle de endo e ectoparasitos e cuidar da higiene e da nutrição dos animais, para mantê-los sempre saudáveis, evitando uma imunodepressão.

Antes do acasalamento deve-se proceder a vacinação e a vermifugação da fêmea. Não se deve vacinar a fêmea durante a gestação. Se a vacina for vencer durante o período de gestação, antecipe e vacine-a antes da cobrição.

A vermifugação deve ser repetida uma semana antes do parto, com febendazole, pois ele reduz a transmissão placentária e transmamária, é ovicida, larvicida e adulticida. Quando o filhote estiver com 3 semanas, vermífuga-los e repetir a vermifugação da mãe.

4.1- Vacinas:
- Cinomose: As vacinas contra cinomose apresentam de forma geral boa imunidade, no entanto vacinas produzidas a partir de células de cães podem provocar encefalites 10 a 12 dias após a aplicação do produto.

A duração da imunidade é geralmente longa, podendo durar de 02 a 06 anos.
Na Europa e EUA já se recomenda a vacinação a cada 03 ou 05 anos. Esta prática têm levado à surtos de cinomose, pois as pessoas simplesmente esquecem de vacinar o animal. No Brasil, esta recomendação seria perigosa, pois aqui os casos de cinomose são freqüentes.

- Parvovirose: As vacinas modernas são eficazes e seguras, porém várias vacinas comerciais que apresentam proteção no lançamento, perderam eficácia após alguns meses.

- Coronavirose: A vacina contra coronavirose ainda gera muitas controvérsias. A maioria dos pesquisadores consideram esta uma vacina dispensável, pois a doença apresenta sintomas relativamente brandos.

- Bordetella bronchiseptica (Traqueobronquite infecciosa): A imunidade local com produção de IgA é considerada mais importante para proteção efetiva contra a tosse dos canis, sendo assim, existem algumas vacinas de aplicação intranasal, onde há estímulo local para a produção de altos níveis de IgA.
Quando este tipo de vacina é aplicado, há uma multiplicação local de B. bronchiseptica e dos vírus (Parainfluenza e Adenovírus) na mucosa nasal, conferindo resposta imune em torno de dois ou três dias, já as vacinas parenterais inativadas geralmente necessitam de duas doses para determinar alguma secreção de IgA. A Traqueobronquite infecciosa é um problema freqüente nos canis ou em qualquer outra situação onde houver maior número de animais, como nos hotéis para cães e exposições.

- Hepatite infecciosa canina: A vacina com adenovírus do tipo 1, contra hepatite canina, causava ceratite azul (blue eyes – uveite). Por isso passou-se a usar o tipo 2, que além de imunizar contra hepatite, imuniza contra laringotraqueíte.

- Leptospirose: Esta vacina precisa ser melhor estudada. Ela é a maior responsável por reações vacinais, sua eficácia é limitada, sendo hoje recomendada em áreas de risco a cada 06 meses.
Em Nova Iorque, nos EUA, os sorovares pomona e grippotyphosa são os mais comuns e os sorovares canícola e Icterohaemorraghiae são raros. No México existem de 08 à 10 sorovares usados para cães. No Brasil ainda persiste a dúvida de quais sorovares são mais comuns. Geralmente as vacinas utilizadas no Brasil contém o sorovares canícola e Icterohaemorraghiae.

- Raiva: A vacina usada em animais pode ser feita com vírus atenuados, vírus vivos modificados ou vírus inativados de cultura de células. As vacinas mais indicadas para cães são de vírus inativados, pois são mais seguras.

5- Falhas na vacinação
Podem ser causadas por administração incorreta: uso de via errada (vacinas contra bactérias entéricas precisam ser administradas por via oral); morte de bactérias vivas (por falta de refrigeração); administração em animais passivamente protegidos (em amamentação – recebem anticorpos através do leite materno).
Podem ser causadas em administração correta, mas com outros problemas: O animal pode não responder a vacina – pode estar imunossuprimido; pode ter sido administrada antes da imunização passiva; por variação biológica (cada indivíduo responde de um jeito); a vacina pode ser inadequada.
Mesmo que o animal seja respondedor – a vacina pode ter sido dada tardiamente (o animal já estava infectado); a cepa ou o organismo errado estava sendo utilizado; antígenos não protetores utilizados (não produzindo anticorpos).

6- Reações das vacinas
Erros – erro na fabricação (contaminação), erro na administração, toxicidade anormal, virulência residual – causam imunossupressão, doença clínica e morte fetal.

Toxicidade “normal” – febre, mal estar, inflamação, dor. Podem ocorrer normalmente após a administração da vacina.

Resposta inapropriada – hipersensibilidade tipo I (local ou anafilática), tipo II (pode causar anemia), tipo IV (formação de granuloma); reações neurológicas (neurite, encefalite); reações estranhas ao corpo (fibrossarcoma).


7- Conclusão

É importante associar um bom programa de vacinação a um programa de vermifugação, manejo e nutrição adequados. A manutenção da saúde dos animais influi na eficácia das vacinas.

Quanto ao armazenamento, manipulação e administração das vacinas, devem ser seguidas à risca as instruções do fabricante para não prejudicar a eficácia das mesmas.

Mesmo com todo o cuidado e procedendo a vacinação corretamente, alguns animais não respondem de forma adequada e o proprietário deve ser informado deste risco.

As vacinas modernas são eficazes e seguras. Porém, no Brasil a falta de vacinação, o uso de vacinas não testadas, o uso inadequado das vacinas e a aplicação por leigos têm comprometido o esforço para reduzir o número de cães doentes no ambiente.

Existe muito campo para pesquisas e o clínico deve exigir dos fabricantes trabalhos técnicos e bulas com melhores informações.